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Mostrando postagens com marcador Aristóteles. Mostrar todas as postagens
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23 outubro 2010

Decisão, Desejo e Ação


A decisão é, na verdade, o que de mais próprio concerne a excelência e é melhor do que as próprias ações no que respeita à avaliação dos carácteres humanos.
A decisão parece, pois, ser voluntária.
Decidir e agir voluntariamente não é, contudo, a mesma coisa, pois, a ação voluntária é um fenômeno mais abrangente.
É por essa razão que ainda que tanto as crianças como os outros seres vivos possam participar na ação voluntária, não podem, contudo, participar na decisão.
Também dizemos que as acções voluntárias dão-se subitamente, mas não assim de acordo com uma decisão.
Os que dizem que a decisão é um desejo, ou uma afecção, ou anseio, ou uma certa opinião, não parecem dizê-lo corretamente, porque os animais irracionais não tomam parte nela.
Por outro lado, quem não tem autodomínio age cedendo ao desejo, e, desse modo, não age de acordo com uma decisão.
Finalmente, quem tem autodomínio age, ao tomar uma decisão, mas não age, ao sentir um desejo.
Um desejo pode opor-se a uma decisão, mas já não poderá opor-se a um outro desejo.
O desejo tem em vista o que é agradável e o que é desagradável.
A decisão, contudo, não é feita em vista do desagradável nem do agradável.

19 maio 2009

Felicidade e Contemplação


Quanto mais se desenvolve
a nossa faculdade de contemplar,
mais se desenvolvem
as nossas possibilidades de felicidade,
e não por acidente,
mas justamente em virtude da natureza
da contemplação.
Esta é preciosa por ela mesma,
de modo que a felicidade,
poderíamos dizer,
é uma espécie de contemplação.

Aristóteles

SEM AMIGOS NINGUÉM ESCOLHERIA VIVER



Sem amigos ninguém escolheria viver,
mesmo que possuísse todos os demais bens;
considera-se que até os homens ricos
e aqueles que ocupam altos cargos e posições de autoridade
precisam de amigos, ainda mais que todos,
pois qual é a utilidade de tal prosperidade
sem a oportunidade da beneficiência,
exercida principalmente, e do modo mais louvável,
em relação aos amigos?
(...) Porém a amizade não é apenas útil,
ela também é nobre;
pois elogiamos aqueles que amam os seus amigos
e ter muitos amigos é considerado algo valioso;
pensamos que são as mesmas pessoas que são homens bons e são amigos.

Aristóteles